Amanheceu o dia em Paris. 08 da manhã e para nós era como se fosse 3 ou 4 dá madrugada. Esse fuso horário é mesmo terrível. Mas a força de vontade é maior do que o sono. Lá estávamos nós, Fabi e Sidi, de pé e bem equipados para estrear as pedaladas por Paris. Para quem nunca fez fica aqui a dica: É uma experiência única.
Utilizamos o sistema Vélib, que é uma verdadeira revolução na forma de pensar o uso da bicicleta. Nós fizemos o cadastro prévio no Brasil, pela internet, com uma assinatura válida por uma semana, onde recebemos cada um o seu código de acesso e senha. Com isso, bastou ir até a estação Vélib mais próxima (a 50 metros do nosso apto) e pegar as bikes. Dica: antes de destravar a bike, verifique a que está em melhor estado, pois não é raro encontrar algumas com o pneu mucho,lanterna quebrada ou freio com problema. Achando a bike certa, é só destravá-la no totem de auto-atendimento e sair pedalando.
Nesse primeiro dia, saímos em direção à Ópera e depois seguimos pelas ruas adjacentes, em direção ao Louvre, com direito à umas fofinhos pelo meio do caminho. De lá, um rápido passeio pelos jardins des Tuileries e fomos em direção ao Quartier Latin, onde bem próximo cruzamento da Rue St.Jacques com a Av . St.Germain de Près tem uma mistura de livraria com sebo, onde paramos para aumentar nossa biblioteca. Outra dica sobre as Vélib´s: use a - às para trajetos de até uma hora. Se o seu trajeto for maior, vale a pena devolve-la no meio do caminho e pegar novamente depois de alguns minutos, pois o custo da locação aumenta progressivamente com o passar do tempo. A primeira meia-hora é gratuita; a segunda custa 1€; a terceira mais 2€, ... e assim por diante. E sistema é pensado para pequenos deslocamentos e não para você não ficar o dia inteiro com a bicicleta. Então se liga na dica.
Alguns quilômetros de pedaladas e dezenas de fotos e livros depois, estávamos de volta ao nosso apto, com a difícil missão de acordar o nosso povo. Mas, para nossa surpresa, já estavam todos acordados e tomando o café da manhã. Depois do almoço, partimos para a nossa visita ao Louvre. Muita coisa para ver e descobrir nesse museu incrivelmente gigante. Chegando lá, aquela sensação chata de V.I.P., sabem?! Pois é, valeu a pena bater perna no dia anterior para comprar os ingressos na FNAC, pois as filas na bilheteria do Louvre eram.... vamos dizer assim, muito grandes. E como se o Mar Vermelho se abrisse diante de nós, lá estávamos nós caminhando no meio daquela multidão, num corredor "exclusivo" para quem foi só um pouquinho mais esperto e comprou os ingressos com antecedência "pelo mesmo preço". Fazer o que, né? Fica aqui a dica, então, para nenhum amigo esquecer: compre antes os ingressos, por favor!
Ah, o Louvre. Dessa vez, alugamos dois vídeo-guias. Uma verdadeira M..... mais atrapalhou do que ajudou. Dica: não aluguem. quando paramos de usar essa geringonça nossa visita fluiu como água. Achar a Monalisa é fácil: basta seguir a multidão. Parece que 99% dos visitantes do Louvre querem ver a Monalisa. Bom, embora já tenhamos visto em outra visita à Paris, era importante para a Giuli e o Gabi vê-la de pertinho. Então, lá fomos nós atrás da multidão. Conseguimos chegar bem pertinho e, por alguns minutos, observar essa obra-prima de Leonardo Da Vinci, até que a multidão reivindicasse seu espaço próximo ao quadro. Cumprida essa etapa, era hora de ver o que mais nos interessava, como a Ala Richeleu, por exemplo, com suas esculturas fabulosas, objetos e obras da renascença, com direito à visitação aos aposentos de Napoleão. Simplesmente D+. Foi uma aula de arte e de história, acompanhada de explicações aos nossos pequenos sobre o contexto histórico que cada obra representava. Um dia voltado às artes, com uma volta para o apto satisfeitos. Hora de jantar e recarregar as energias para o dia seguinte.

Comentários
Postar um comentário