Ah, Veneza! O que dizer de uma cidade que fala por si? É um museu a céu aberto, um parque de diversões gigante, um cenário perfeito para os apaixonados e também o lugar ideal para encontrar a si mesmo enquanto nos perdemos pelas ruazinhas e canais da cidade.
Não foi por acaso que escolhemos essa cidade para comemorar nossos 18 anos de casamento. Foi nesse dia, há 18 anos, que conheci essa mulher extraordinariamente linda e forte, mãe dos meus dois filhos e que me chama de "amor".
Escolhemos jantar no Hard Rock Cafe de Veneza. Mas antes que perguntem por quê não fomos a um restaurante típico da cidade, digo que: 1) restaurante típico em Veneza é quase um mito. Quase todos são dominados por chineses, indianos etc.; 2) o meu velho estilo de guitarrista e amante do rock e o espírito de rock'n roll dos meus filhotes e da minha amada falaram mais alto nessa hora; 3) porque o Hard Rock Cafe é muito legal! Além de comidas e bebidas deliciosas, podemos curtir um rock de primeira, a decoração do lugar, que vai de guitarras dos Stones, discos autografados até roupas usadas nos palcos.
Jantamos, passeamos, fizemos compras, não necessariamente nessa mesma ordem. No meio disso tudo, muitas fotos. Milhares delas. Passamos alguns apertos nessa viagem com cartões de memória cheios e bateria das câmeras fotográficas. Dentre os presentes e lembrancinhas, tínhamos a missão de encontrar o imã de geladeira perfeito (uma espécie de tabu durante toda a viagem) e uma autêntica máscara do carnaval de Veneza, em papel maché. Mas isso ficou para o dia seguinte.
Mal amanheceu o dia e já estávamos de pé, preparando o dia, afinal, seria nosso último dia em Veneza. Um bom café no motorhome (croissants, Waffle, Nutella, omelete.... oh, la, la! São as vantagens de um motorhome! Na hora de pegar o Vaporeto, uma surpresa: era o dia de uma prova de remo anual e super tradicional em Veneza, que fechou o Gran Canal. A solução foi pegar um Vaporeto com outro trajeto, por fora de Beleza, e descer na Piazza San Marco. Como já havíamos navegado pelo Gran Canal no dia anterior, aproveitamos o imprevisto para conhecer Veneza sob um novo ângulo.
Já na Piazza San Marco, fomos fazer aquilo que é mais legal em Veneza: se perder pelas ruelas e pelas mais de 400 pontes que interligam suas 118 ilhas. É um verdadeiro labirinto, onde podemos encontrar lugares pitorescos, tesouros arquitetônicos, lojas exclusivas e restaurantes do mundo inteiro. Perambulando pelas lojas dessas vielas, encontramos uma com um dos melhores artesãos de máscaras de papel maché. Foi difícil escolher, em meio a tantos modelos e preços, mas achamos a nossa máscara, que em breve estará pendurada na parede lá de casa.
Depois do almoço, era a tão esperada hora da gôndola. Elas estão espalhadas por toda a cidade e, por lei, são todas pretas, com pequenas diferenças de ornamentos internos. Nosso gondoleiro falava um pouco de português, o que deixou o passeio mais interessante. Enquanto ele falava sobre a história da cidade e de cada prédio importante, abrimos uma garrafa de Champagne Veuve Clicquot, comprada Reims especialmente para essa data, para continuar nossa comemoração de aniversário de casamento (vejam as fotos).
Terminamos o dia com uma caminhada e mais algumas comprinhas até a Ponte Rialto, onde pegaríamos o Vaporeto até o motorhome. No meio do caminho, encontramos uma pequena loja de um artesão veramente italiano, que era um mix de galeria de arte e antiquário, onde encontramos a tela perfeita para pendurar ao lado da máscara de papel maché. Passeio pelas margens do Gran Canal junto do Rialto confirmou o que alguns amigos aconselharam: não comam nos restaurantes à beira do canal, pois são absurdamente vara, sem qualidade e repleto de garçons indianos mal educados. Eles vendem praticamente o lugar para sentar e não a comida, entenderam? A belíssima vista do Rialto pode ser aproveitada de várias formas, sem cair em armadilhas para turistas.
Veneza é uma cidade linda e, com certeza, voltaremos. A noite caia (anoitece às 21h na Europa nessa época do ano) e era hora de voltar para o motorhome e descansar para o dia seguinte, pois tínhamos 550km de estradas pela frente, até Nice, na Riviera Francesa. Boa noite e até lá, prego!





Magnifico
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