NICE - 25 à 26/05/2015 - A Riviera Francesa.

E estamos de volta na França! Foi o maior trecho da viagem: 550km, cortando o norte da Itália de leste a oeste, que fizemos tranquilamente graças às autoestradas. Tenho que confessar que ficamos muito impressionados com as autoestradas, principalmente as da Itália. Elas parecem ter sido projetadas para que ninguém precise subir montanhas e para que dirijam o maior tempo possível em linha reta. Nesse trajeto de Veneza à Nice, o trecho mais impressionante foi quando nos aproximamos da Costa da Ligúria. Nessa região montanhosa, eu contei mais de 90 túneis. Isso mesmo, passamos por baixo de todas as montanhas. Foram mais ou menos uns 50km embaixo das montanhas, dentro de túneis incríveis. E quando não eram túneis, a autoestrada tinha pontes enormes, que passavam por cima de cidades inteiras. E tudo isso custou cerca de 52€. Achou caro? Pagamos isso para rodar cerca de 500km e, quando entramos na França, os 50km restantes custaram cerca de 40€. Isso sim foi caro! Mas esse é o preço para chegar dirigindo na Côte-D´Azur.

Chegamos em Nice lá pelas 22h, tendo saído de Veneza em torno das 11h, com uma parada para preparar o almoço de umas 2 horas. Um rápido passeio noturno pelo centro de Nice foi suficiente para entendermos que não daria para dormir ali. Isso porque Nice é uma pequena cidade, com ruas estreitas e super complicada para estacionar, principalmente um motorhome com 7 metros de comprimento, 2,5m de largura e 3,3m de altura. Ficamos numa cidadezinha vizinha à Nice, chamada Villeneuve-Loubet, distante 15km de Nice. Nem precisa dizer que o cansaço garantiu uma boa noite de sono. No dia seguinte, já no camping, pegamos um trem para Nice, e, em 20 minutos, chegamos nessa linda cidade, banhada pelo Mar Mediterrâneo e cheia de história.

Fomos às compras e, depois do almoço, fizemos um passeio pelo Centro Histórico (Vieille Ville), que é imperdível e fica melhor ainda se feito por meio de uma espécie de bicicleta elétrica/taxi, com capacidade para 3 passageiros. Eu recomendo a Cyclopolitain Nice, que cobra por bike e não por pessoa, e possui as guias mais simpáticas que já vi. É só procurar por elas na Place Masséna, principal praça da cidade, ou ligar para 04 93 81 76 15 (ou +33 (0)4 93 81 76 15, se usar um celular do Brasil). Nessa praça há uma área enorme chamada de Promenade du Paillon, onde existe uma chafariz gigante em que as pessoas podem caminhar pelo meio dos jatos d´água, que são acionados de forma sincronizada, formando várias alegorias e efeitos. Perguntem se a Giuli e o Gabi não se meteram lá no meio??? E a diversão ficou ainda melhor quando foram surpreendidos por enormes jatos d´água, que renderam muitas risadas enquanto encharcavam nossos pequenos.

Outro passeio imperdível é uma caminhada pela Promenade des Anglais, um extenso calçadão à beira-mar, que fica ainda melhor no pôr-do-sol. Nós fomos um pouco mais cedo, aproveitando o lindo dia de sol com algumas horinhas na praia. Essa praia é super esquisita. Em vez de areia ela é todinha de pedras. Isso mesmo, pequenas pedras arredondadas, do tamanho de batatas. Descobri com a guia do passeio de bike/taxi que essas pedras são colocadas lá durante todo o ano para evitar que a maré avance e o espeço dos turistas/banhistas. É muito estranho e realmente dói o pé caminhar por lá. É claro que trouxemos várias pedrinhas de recordação de lá e é claro que tínhamos que tomar um banho naquele mar. Acho que por causa das pedras, as ondas, que eram bem calminhas naquele marzão, ao chegar há dois metros da praia quebravam com mais força. E uma dessas ondas nos pegou de surpresa. Eu, a Giuli e o Gabi estávamos brincando na bordinha do mar, molhando os pezinhos e pulando ondinhas, quando, de repente, se levantou um paredão de água à nossa frente....kkkk. foi engraçado e assustador ao mesmo tempo, pois não deu tempo de correr. O resultado foi um banho daqueles!.

Jantamos próximo ao centro histórico e depois de uma breve caminhada para admirar a noite "niçoise", era hora de voltar para a nossa casa sobre rodas. Fomos até a Gare para pegar o trem e, para nossa surpresa, fomos informados de que não havia mais trens, pois uma greve temporária paralisou o serviço na cidade. Mas nem tudo estava perdido. Tivemos que pegar um taxi, o que se tornou uma agradável forma de retornar ao camping, exceto na hora de pagar 60€ pela corrida (o trem custava algo em torno de 15€). Pelo menos pude treinar meu francês com o taxista, que se empolgou com o meu razoável domínio do idioma e conversou comigo durante todo o trajeto. No dia seguinte, aproveitamos o camping, inclusive as piscinas térmicas com hidromassagem. À tarde, era hora de levantar acampamento e seguir viagem para a região de Provence, na charmosa cidade e Aix-en-Provence.















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