03/05/2015, domingo - Fomos à Giverny, visitar os Jardins de Monet... dia fantástico, com almoço num Bistrô muito aconchegante, compras, e, é claro, tudo o que envolve Claude Monet. Dica: almoce primeiro num dos restaurantes do local e depois visite os jardins. Os Jardins são lindos e inspiradores. Facilmente encantou nossos filhotes e tem a nós. Fomos e voltamos de trem (Les Grandes Lignes), num recém-inaugurado pacote chamado "Le Train de L´Impressionnisme". Vale muito a pena, especialmente se você vai no último domingo do mês, em que o ingresso nos museus é gratuito. Os jardins de Monet são lindos. Uma fonte de inspiração para qualquer um. Passear por aquele bosque foi um momento de relaxamento para todos nós, depois de quase uma semana na agitada Paris. As fotos não me deixam mentir: paisagens de conto de fadas, flores absurdamente belas (nunca vimos tulipas daquele tamanho e com aquelas cores). Foi tudo mágico e encatador. Vale muitíssimo a pena tirar um dia de Paris para ir a Giverny.
Ao retornar à Paris, passamos no mercado Monoprix para umas comprinhas, que deixamos no apartamento, e como fazia um lindo dia (depois de 3 dias de chuva) e era nosso último dia em Paris, corremos para fazer um pique-nique na pontinha da Île-de-la-Cité, no jardim conhecido como Jardin du Roi Galant. Simplesmente formidável! Um lugar único em Paris, muito frequentado pelos parisienses. Toda nossa família unida ali naquele lugar mágico, com vinhos e queijos franceses, croissants, foi gras, chocolate, ... toalha, pratos, talheres, copos, enfim, tudo para encerrar com chave de ouro essa semana em Paris. Ver o sol se pôr dali é uma experiência única! A beleza da cidade, das pessoas, dos barcos... se harmoniza com as cores do céu e o brilho dos últimos raios solares do dia. Super recomendo! O momento extraordinário desse piquenique ficou por conta do nosso amado Gabriel, quando interrompeu seu longo discurso sobre coisas aleatórias, mas divertidas, e disse: "eu acho que engoli uma mosca". Foi uma risada coletiva e absolutamente contagiante, marcando esse momento em nossas memórias para sempre!
Após o pôr do sol, recolhemos o que sobrou desse pique-nique e saímos para uma caminhada livre pelo quartier latin, nas ruas próximas à Pont Neuf. Logo na saída no Jardin du Roi Galant, uma aula de história ao pé da escadaria que dava acesso à ponte, diante da placa que informava ter sido queimado vivo naquele local o Grão-Mestre dos Cavaleiros Templários, Jacques De Molay, no dia 18/03/1314, há 701 anos. Seguindo pelo Quai des Grands Augustins, na margem esquerda do Sena (la Rive gauche), sob a luz de uma lua cheia espetacular, chegamos à Fontaine Saint-Mitchel, uma estrutura enorme (26m de altura por 15 de largura), toda em mármore, construída em 1860 pelo Barão Haussmann, que simboliza a luta do bem contra o mal, na figura do Arcanjo Michel, que vence o diabo sob um arco do triunfo.
Bem ao lado da fonte, na calçada do Boulevard Saint-Mitchel, havia uma apresentação de dança de rua (que, aliás, tem em todo canto de Paris). O nosso Gabriel, despertando seu talento nato para a dança contemporânea, foi seduzido pelo ritmo e pelo movimentos requebrados dos dançarinos, e começou a improvisar uns passos.... Não demorou muito para ser convidado pelos dançarinos para juntar-se a eles. Foi um show impressionante! Até hoje não acredito que ele teve coragem de fazer isso. Aos 7 anos, o carinha dançou nas ruas de Paris. Extraordinário!
Após os aplausos e amassos familiares, seguimos pela estreita Rue de la Huchette, com seus milhares de bistrôs, boulangeries, pubs, etc. Esse lugar é muito boêmio e inspirador. Saímos de lá com baguetes embaixo dos braços e cheios de lembrancinhas nas sacolas, como imãs de geladeira e esculturas feitas com arame, mas não sem antes provas os famosos lanches gregos, como o Pita Greck, muito saboroso, apenas de calórico. Quando vimos, beirava às 22 horas e era preciso voltar para o apartamento. Aproveitamos para gastar as calorias extras adquiridas no pique-nique e nos lanches gregos com a interminável caminhada entre as estações de metrô, para alternar entre as linhas que levavam ao nosso apartamento. Chegamos exaustos. Que dia!
Banho em todo mundo, pijama e cama.... só que não! rs...rs.... cama para as crianças e para a vó. Eu e a minha amada Sidineia tínhamos a simples tarefa de arrumar TODAS as malas, pois na manhã seguinte, bem cedo, chegaria a van que nos levaria até a cidadezinha de Pierrelay, onde pegaríamos o motorhome e partiríamos para a segunda etapa dessa viagem. Posso dizer que essa madrugada foi longa! Para variar, fomos acordados pelo motorista da van, que ligou para o meu celular dizendo que já estava há 30 minutos esperando lá embaixo....rs....rs.... Foi um corre-corre para descer as malas, enquanto as crianças acordavam e tomavam café....Ufa! Só sei que às 9:00 horas estávamos dentro da van, depois da incrível façanha de encaixar 10 malas e milhares de sacolas no porta-malas, indo até a dita cidadezinha, que fica a uns 30 kolômetros de Paris.









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