Disneyland de Paris de 04 a 07/05/2015 - O início da aventura com motorhome.

E chegou o dia de iniciar a parte mais extraordinária dessa viagem: O dia de pegar o motorhome. Acordamos cedinho, com todas as malas prontas na noite anterior. Nosso motorista do transfer já estava lá embaixo. A entrega do apartamento foi algo surreal. Só na França mesmo você faz isso. Nos orientaram a deixar as chaves sobre a mesa e fechar a porta (que só abre com chave), que mais tarde alguém da corretora iria até o local fazer as verificações. No Brasil isso seria loucura mas, na França, tudo transcorreu bem, sendo liberada nossa garantia poucos dias após, sem problemas.

Com todas as malas na van, o motorista nos levou até a pequena cidade chamada Pierrelaey, cerca de 30km à noroeste de Paris, onde pegaríamos motorhome. Foi lá que caiu a ficha da grande loucura que seria essa nossa viagem. Cruzar quase a metade da Europa, por quase 30 dias, a bordo de um espeço minúsculo de um motorhome. O veículo era novo, ano 2014, com menos de 15.000km rodados, e possuía 1 cama king-size, 2 camas de solteiro (biliche), cozinha com fogão à gás de 3 bocas, pia com água quente, geladeira de 230 litros, banheiro com ducha e água quente, mesa para 6 pessoas, etc., etc., etc. Era tanta informação de uma só vez. Agora imaginem isso tudo sendo explicado por um francês que falava como se tivesse uma batata quente na boca. Meuuu Deuuuuss! A sorte foi que o nosso motorista ajudou...rs...rs...

Depois de resolvida toda a burocracia e completado o tanque com diesel a incríveis 1,30€ o litro, era hora de cair na estrada. Ficamos na dúvida entre comprar um GPS ou utilizar o GPS dos nossos celulares. Optamos por essa última alternativa e acertamos. O Google Maps se mostrou um parceiro incrível nessa viagem, nos guiando com precisão absoluta por toda parte (escrevi essa parte após o término da viagem). Foi assim que partimos em direção à Disneyland, em Marne-la-Vallée. No meio do caminho, paramos numa cidadezinha que não lembro o nome, para as primeiras compras para a nossa nova casa sobre rodas. Foi uma sensação incrível entrar naquele Carrefour e comprar carne, pães, Nutella, macarrão, pratos e copos, ovos,bacon, iogurte, leite, queijos, vinhos, lava-roupas, sabonetes, etc, etc.. Tudo tão diferente e tão bom! A surpresa só não foi maior que aquela que tivemos ao chegar no motorhome. Eu tinha esquecido de puxar o freio de mão...... Uhhhh... que susto! a sorte é que a pista estava inclinada para trás e o motorhome se moveu uns 30 centrímetros até encostar num galho de árvore atrás dele. Lição aprendida! O resto da viagem seria marcado por uma obsessão pelo freio de mão...rs...rs...

Chegando em Marne-la-Vallée, fomos direto para o Camping Jablines, que fica há uns 15 km da Disneyland. O lugar é muito bonito e aconchegante. Foi o nosso primeiro camping nessa viagem, ao preço de 45€ por dia, mas, no dia seguinte, descobrimos que era muito mais prático ficar no estacionamento para motorhome da Disney, pois passaríamos o dia inteiro lá. Ou seja, não valeria a pena pagar 45 Euros no Camping só para dormir, sem usufruir de nada, e ainda ter que pagar pelo estacionamento da Disney (mais 30 Euros). No dia seguinte, partimos para a Disney nos despedindo do Camping Jablines. Lá pelas 10h, entramos no estacionamento e aqui começou nossa aventura na Disneyland de Paris.

Quem já foi à Disney sabe qual é a sensação de entrar por aqueles portões pela primeira vez. É um mundo mágico, cheio de atrações que agradam os baixinhos e os altinhos. É, isso mesmo, mamãe e papai também se divertiram nesses dias. Foi uma experiência incrível! No primeiro dia, apanhamos um pouco até entender com o parque funcionava e pegar as manhas das coisas. Mesmo assim aproveitamos os brinquedos (o mais legal foi a Big Thunder Mountain), fizemos as inevitáveis compras (incluindo um lindo vestido da Ana para a Giuli, do filme Frozen), almoçamos, jantamos e, à noite, assistimos ao espetacular show de luzes e fogos no Castelo da Bela Adormecida (ou, como se dizem francês, La Belle au Bois Dormant). Imperdível. Não dá para acreditar como eles fazem aquilo. Depois do show, lá pelas 23h, saímos satisfeitos e cansados, rumo ao nosso pequeno lar sobre rodas, para o merecido descanso.

No dia seguinte (dia 2), acordamos com um lindo dia e, depois de um saboroso café com omeletes, pães com Nutella, La Vache Qui Rit (uma espécie de Polenghi francês), croissants, pan au chocolate, suco de laranja, leite, .... (parecia até café da manhã de hotel!), era hora de um bom banho. Há poucos passos do motorhome, havia um enorme banheiro coletivo (um para homens e outro para mulheres, com diversas cabines com duchas para banho). Foi nesse instante que descobrimos que um chuveiro pode ser potencialmente mortal....rs...rs.. isso mesmo! O nosso Gabriel apelidou aquelas duchas de "agulhas mortais". A águas saía com tanta pressão que parecia que espetavam a pele. E para completar o drama, o registro era com temporizador. Tínhamos que ficar apertando a cada 20 ou 30 segundos, senão a água parava de cair. Foi sinistro!

Sobreviventes do banho, fomos para os parques. Dessa vez aproveitaríamos metade do dia no parque Disneyland e metade no parque Disney Studios. Nesse segundo dia, combinamos de conhecer as atrações e brinquedos que não conseguimos conhecer no dia anterior. Não que a Disney tenha muitos brinquedos. As atrações super legais são poucas, mas são grandiosas e impressionantes. O problema são as filas. E olha que nós evitamos os dias mais movimentados! Na verdade, tínhamos planejado 2 dias na Disney durante o período em que ficaríamos em Paris. Ou seja, pegaríamos o trem (RER) até a Disney, aproveitaríamos o parque, e voltaríamos à noite, isso por dois dias consecutivos. Só que descobrímos que exatamente na semana em que estaríamos em Paris seriam as pequenas férias escolares dos alunos franceses. Na França, além das férias de inverno e verão, os alunos têm pequenas férias durante o ano, ao final de cada bimestre escolar. Ir para a Disney em plenas férias escolares??? Nem pensar. Tivemos que mudar os planos de última hora, deslocando a Disney para a semana seguinte, após pegar o motorhome. Foi uma sábia decisão! E, de quebra, ganhamos dois dias a mais em Paris. Nada mal, não é?

Bom, voltando ao 2° dia nos parques, após o almoço (recomendamos o Plaza Gardens Restaurant, o melhor custo benefício dentro do parque, o que significa desembolsar cerca de 40 Euros por pessoa), fomos para o Disney Studios. Era como entrar nos famosos filmes da Disney, como Carros, Procurando Nemo, Toy Story, Monstros S/A e, o mais impressionante de todos, Ratatouille. Mas logo descobrimos que esse último teria que ficar para o dia seguinte. A essa altura, já estávamos tão craques nos macetes do parque que já sabíamos que nas atrações mais concorridas, era preciso agendar a nossa vez com o Fast Pass, que é gratuito. Basta passar o seu cartão de acesso ao parque nos totens existentes nos brinquedos que aceitam o Fast Pass e a máquina emite um cumpom informando o horário que você poderá entrar no brinquedo sem pegar fila. Idéia sensacional e funcionou bem em outros brinquedos, mas não no Ratatouille nesse 2° dia. Fui todo cheio de si até os totens de Fast Pass do Ratatouille, como se fosse um dos poucos que soubesse esse segredo tão secreto, certo de que pegaria os Fast Passes para, no máximo, uns 40 ou 50 minutos depois. Dei com a cara na porta, literalmente. As máquinas já estavam desligadas e cobertas. Perguntei para um funcionário, para ver se tinha alguma forma de conseguir, mas ele, com um discreto sorriso de sarcasmo, me informou que o Fast Pass para esse brinquedo costuma acabar poucos minutos depois que o parque abre. Daí comecei a bater um papo em francês com ele e ganhei uma dica preciosa: O parque abre oficialmente ás 10h, mas lá pelas 09:30h, os portões são abertos e muita gente costuma correr para pegar o Fast Pass do Ratatouille. O desafio estava lançado! Depois disso, o jeito foi aproveitar o resto dos brinquedos do parque Disney Studios e, antes do anoitecer (o que acontece lá pelas 21h nessa época do ano), voltamos ao parque Disneyland para um lanchinho e uma volta no Trem que dá a volta no parque. Como já tínhamos visto o show do Castelo na noite anterior, optamos por voltar mais cedo ao motorhome, preparar uma boa comidinha caseira, e descansar, pois no dia a maratona seria intensa até o Ratatouille.

Dito e feito! Acordamos cedo, tomamos um café super rápido, e partimos para o 3° dia no parque antes mesmo do horário de abertura oficial. As crianças foram caminhando com a Sidi e a Vó, enquanto eu coloquei meu tênis de corrida e encarei uma meia maratona até as máquinas de Fast Pass do Ratatouille. Cheguei lá em torno das 09:45h, com os pulmões querendo sair pela boca, e já tinha uma fila absurda. Pelo menos fiz minha atividade física do dia. Não que os 10.000 passos por cada dia na Disney não bastassem, mas nunca é demais fazer uma atividade física. Enquanto a fila andava lentamente, a Sidi chegou com a nossa turminha. E quando chegou a minha vez, foi como se eu tivesse conseguido os ingressos para o paraíso, tamanha a sensação de alegria daquela conquista. Eu era, enfim, o pai do ano! Aquele que conseguiu os ingressos para o tão sonhado brinquedo Ratatouille, só que apenas para às 12:30h. Isso mesmo, toda essa correria e só conseguimos o Fast Pass para 4 horas e 30 minutos depois. Pouco tempo depois, esgotaram-se todos os Fast Passes. Como tínhamos bastante tempo, deu para encarar a mega-fila de outro brinquedo super concorrido: o do filme Procurando Nemo. Esse foi uma surpresa! Mais uma superprodução da Disney, que imitava a corrente leste-australiana. Você embarca numa tartaruga para 4 pessoas e percorre um enorme trajeto no escuro, subindo e descendo em alta velocidade, com efeitos luminosos e em 3D que dão mesmo a nítida impressão de estar sendo carregado por uma forte correnteza. MUITO LEGALLLL!

Quando saímos desse brinquedo, já era quase meio-dia. Daí nossa malandragem de brasileiros falou mais alto e, aproveitando que não havia filas na entrada do Fast Pass, tentamos entrar um pouco mais cedo. Deu certo....rs....rs.... mas ficamos com a consciência limpa, pois, como não tinha fila, não prejudicamos ninguém. Poucos minutos depois, estávamos sentados dentro de um ratinho para 5 pessoas, com óculos 3D, rumo a uma experiência eletrizante. O nível de realidade desse brinquedo é incrível! Não é à toa que é o mais concorrido. Você tem a sensação de ser o ratinho Rémy, numa das cenas do filme em que ele caia da cozinha do famoso Restaurante Gusteau´s e sai correndo para escapar de ser amassado, chutado, queimado, etc. Os movimentos do carrinho, junto com as projeções em 3D e as mudanças sincronizadas de cenário, combinados, ainda, com efeitos com espirros d´água e odores característicos de uma cozinha de restaurante, como o cheirinho de um pão fresquinho, tudo isso dava asas à imaginação e nos encantava. O trajeto todo dura cerca de 10 minutos e, no final, você desembarca bem atrás de um restaurante temático do Ratatouille (businnes de primeira, diga-se de passagem). É claro que fomos almoçar ali. As fotos abaixo mostram um pouquinho do clima desse restaurante cheio de charme e com um cardápio digno do Guia Michelin (e o preço também. Foi o almoço mais caro de toda a viagem - bom, é claro que coloquei essa observação depois de voltarmos ao Brasil). Claro que provamos o famoso prato ratatouille. Uma delícia! Formidable! Incroyable!

Bom, com a missão Ratatouille cumprida e quase sem dinheiro (rs...rs...), era hora de partir. Decidimos sair da Disney lá pelas 16h, para seguir para o nosso 2° destino no roteiro de motorhome, que é a Região de Champgne, começando pela cidade de Reims, onde nada menos que 24 Reis da França foram coroados. Agora começava nossa jornada pela história da França e da humanidade! Allons-y, ma Jolie Famille! Au Revoir, Disney!











































Comentários

  1. A Disney foi muito divertida, principalmente pela nova atração do filme Ratatouille, foi a atração mais legal, vale a pena esperar na fila com certeza.

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  2. Também gostei muito! Apesar das filas, a diversão é incrível!

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